eu nunca entendi muito bem essas coisas do amor. pra falar a verdade, sempre fui muito radical. indagava: como pode uma pessoa dizer que ama pra sempre e depois odiar como nunca? sensatos os que sabem que o amor e ódio são sentimentos próximos. nem tanto com minhas vivências, que são poucas - ou raras nesse aspecto -, mas observando, aprendi a ter uma outra visão sobre o amor 'homem-mulher' (ou homem-homem, ou mulher-mulher). não que seja o certo ou o errado, mas PRA MIM, um ponto de vista bem aceitável. cheguei a conclusão que é sempre amor, mesmo que mude. e nada precisa ser eterno. ao meu ver, nunca foi tão clara a expressão 'que seja eterno enquanto dure e que dure para sempre...' que o beijo seja pra sempre; o abraço não acabe; e que aquele momento único, seja eterno. só que existem outros fatores além da vida-a-dois que impedem essa perfeição de relacionamento. minha visão, mais do que aceitável, está cada dia mais maleável. não entendia como depois de tanto sofrer, alguém poderia voltar e aceitar o causador de tamanho desgosto. mal sabia eu que estar sem esse 'culpado', era pior. e que sua presença, era o oposto de desgosto. uma mistura de satisfação, alívio, leveza.. e que o coração estava no lugar que sempre deveria estar: naquele beijo, abraço e sentimento eternos.
".. e por isso voltou
pra quem sempre amou
mesmo levando a dor e aquela mágoa,
mas segurando a sua mão
sentiu sorrir seu coração
e amou-o como nunca havia amado.."
[nando reis - a minha gratidão é uma pessoa]
Trabalho nosso de cada dia!
Há 15 anos